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Histórico,
objetivos e temas
1. Como nasceu o mês
da Bíblia?
2. Objetivos
3. Histórico do Mês
da Bíblia
4. Temas do Mês da
Bíblia de 1971 a 2009
5. Confira o tema deste ano
de 2009!
Respostas
1. Como nasceu o Mês
da Bíblia?
O Mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião
do cinqüentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte,
Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração
efetiva do Serviço de Animação Bíblica
- SAB.
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2. Objetivos
- Contribuir para o desenvolvimento das diversas formas
de presença da Bíblia nas Pastorais da igreja;
- Criar subsídios bíblicos nas diferentes
formas de comunicação;
- Facilitar o diálogo criativo e transformador entre
a Palavra, a pessoa e as comunidades
.
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3. Histórico do Mês da
Bíblia
1971: A celebração do Mês
da Bíblia, na Arquidiocese de Belo Horizonte por
sugestão e coordenação das Irmãs
Paulinas, Pe. Antonio Gonçalves e outros.
1976: As Irmãs Paulinas visitaram
30 dioceses de Minas Gerais e Espírito Santo propondo
o Mês da Bíblia como opção de
evangelização, em continuidade à Campanha
da Fraternidade.
1978: O Mês da Bíblia se estendeu,
oficialmente, ao Regional Leste 2 da CNBB, Minas Gerais
e Espírito Santo, e a muitas outras dioceses do Brasil.
1985: O Mês da Bíblia passou
a ser animado pelo Serviço de Animação
Bíblica - SAB e se estendeu a todo o Brasil. Com
a participação na Federação
Bíblica Católica, o Mês da Bíblia,
se estendeu a outros países da América Latina.
1997: Com o projeto Rumo ao Novo Milênio
(RNM), o tema do mês da Bíblia estendeu-se
ao ano todo.
2001 - 2003: Prosseguiu com o Projeto Ser
Igreja no Novo Milênio.
2004 - 2007: Prosseguiu com o Projeto Queremos
ver Jesus.
2008 - 2010: Prosseguiu com Projeto Brasil
na Missão Continental “A alegria de ser discípulo
missionário”
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4. Temas do Mês da Bíblia de 1971 a 2010
01) 1971 Bíblia, Jesus Cristo está aqui
02) 1972 Deus acredita em você
03) 1973 Deus continua acreditando em você
04) 1974 Bíblia, muito mais nova do que você
pensa
05) 1975 Bíblia, palavra nossa de cada dia
06) 1976 Bíblia. Deus caminhando com a gente
07) 1977 Com a Bíblia em nosso lar, nossa vida vai
mudar
08) 1978 Como encontrar justiça e paz? O livro de
Amós
09) 1979 Bíblia, o livro da criação
- Gn 1-11
10) 1980 Buscamos uma nova terra - História de José
do Egito
11) 1981 Que todos tenham vida! - Carta aberta de Tiago
12) 1982 Que sabedoria é esta? - As Parábolas
13) 1983 Esperança de um povo que luta - O apocalipse
de São João
14) 1984 O caminho pela Palavra - Os atos dos Apóstolos
15) 1985 Rute, uma história da Bíblia - Pão,
família e terra, o Livro de Rute
16) 1986 Bíblia, livro da Aliança - Êxodo
19-24
17) 1987 Homem de Deus, homem do povo - profeta Elias
18) 1988 Salmos, a oração do povo que luta
- O livro dos Salmos
19) 1989 Jesus: palavra e pão - Evangelho de João,
cap 6
20) 1990 Mulheres celebrando a libertação
21) 1991 Paulo, trabalhador e evangelizador - Vida e viagens
de Paulo
22) 1992 Jeremias, profeta desde jovem - Livro de Jeremias
23) 1993 A força do povo peregrino sem lar, sem terra
- 1ª Carta de Pedro
24) 1994 Cântico: uma poesia de amor
25) 1995 Com Jesus na contramão - o Evangelho de
Marcos
26) 1996 Jó, o povo sofredor - Livro de Jó
27) 1997 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Marcos
28) 1998 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Lucas
29) 1999 Curso Bíblico Popular - Evangelho de Mateus
30) 2000 Curso Bíblico Evangelho segundo João:
luz para as Comunidades
31) 2001 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos,
capítulos de 1 a 15
32) 2002 Curso Bíblico Atos dos Apóstolos,
capítulos 16 a 28
33) 2003 Curso Bíblico Popular - Cartas de Pedro
34) 2004 Curso Bíblico Popular - Oséias e
Mateus
35) 2005 Curso Bíblico Popular - Uma releitura do
II e III Isaías, a partir de Jesus
36) 2006 Come teu pão com alegria - Eclesiastes
37) 2007 Deus viu tudo o que tinha feito: e era muito bom
- Gênesis
38) 2008 A Caridade sustenta a Comunidade - Primeira Carta
aos Coríntios
39) 2009 A alegria de servir no amor e na gratuidade - Carta
aos Filipenses
40) 2010 – Levanta-te e vai à grande cidade - Introdução ao estudo do profeta Jonas
Deus seja louvado através do MÊS DA BÍBLIA
que se empenha em tornar conhecida, amada e vivida a sua
Palavra.
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5. Confira o tema deste ano de 2010
“Levanta-te e vai à grande cidade: introdução ao estudo do profeta Jonas” é o título do subsídio preparado pelo grupo Shemá, do Serviço de Animação Bíblica, para o mês da Bíblia de 2010. Ele apresenta um estudo e círculos bíblicos, sobre o livro do Profeta Jonas. Este profeta foi escolhido tendo presente, a necessidade de anunciar a Palavra nas grandes cidades e perceber o lado positivo da realidade urbana.
O Livro de Jonas está inserido entre os livros proféticos, porque fala de um profeta que deve proferir um oráculo de Deus. Mas é muito diferente dos demais livros propriamente proféticos, não pelo seu conteúdo, mas pela sua forma narrativa que o aproxima mais de um conto ou lenda popular, por causa de seus elementos fabulosos e míticos e, mais ainda pelo seu conteúdo sapiencial.
Podemos dizer que seu autor misturou bem os elementos do profetismo bíblico, da imaginação popular e da literatura sapiencial. O resultado dessa mistura é um escrito bem leve, que trata de coisas sérias com um toque de humor e poesia, e trata sobre a recusa de um profeta a fazer o anúncio da mensagem de Deus, na cidade de Nínive (capital da Assíria).
Quem é o autor principal em cena?
Jonas é apresentado como se fosse o profeta que fez um oráculo de restauração de Israel, no tempo de Jeroboão II (783‑ 743 a.E.C.): “Jonas, filho de Amitai, que era de Gat‑Hofer” (Jn 1,1; 2Rs 14,25). Mas isso é uma ficção. O autor do livro está apenas servindo‑se de um profeta desconhecido, do passado, para protagonizar sua narrativa, que não condiz com a época de Jeroboão II. O Jonas deste livro não é um herói, não faz nenhuma façanha, não é um santo; ao contrário, ele desobedece a Deus, contesta suas ações e, nem de longe, é o principal ator na cena. Deus é realmente o personagem central da história: Ele envia Jonas a Nínive (1,1); segue Jonas a caminho de Tarsis, provoca a tempestade (1,4), solicita um peixe para salvá-lo (2,1), reenvia Jonas a Nínive (3,1), salva Nínive penitente (3,10) e questiona Jonas (4,1ss.).
O que o autor pretende com esse escrito? {peso2}
Infelizmente, quando falamos de Jonas, a primeira imagem que nos vem à mente é o profeta no ventre de uma “baleia” (na verdade, fala‑se não de “baleia” mas sim de um “grande peixe”: 2,1‑11). Esse elemento — o mais fabuloso da narrativa — foi enfocado também por Jesus, comparando‑o à sua morte e ressurreição após três dias (cf. 8,31). Mas esse episódio não ocupa mais do que dois versículos do texto. Não é o centro da narrativa. O peixe é somente um instrumento na mão divina. Mas, Deus é o centro. Ele não é apenas o Deus de Israel, que o escolheu e o amou; Ele é o Deus de todos os povos, aos quais ama e por quem tem misericórdia. Por que, então, Jonas tentava fugir de Deus, até o ponto de pedir para ser atirado ao mar?
Por que Jonas tenta fugir de Deus?
Porque o anúncio é dirigido a um povo estrangeiro, habitante de Nínive, e não ao povo de Israel. Ora, essa cidade foi, por séculos, a capital do Império Assírio, que chegou a dominar e dissolver totalmente o antigo Reino de Israel, ao norte. Trata‑se, portanto, de uma mensagem dirigida a um dos grandes inimigos de Israel! É fácil pensar que Jonas ficaria muito feliz em anunciar a essa gente, que sua cidade seria destruída dentro de quarenta dias. Mas Jonas se nega a anunciar esse acontecimento! Por quê?
A resposta está em Jn 4,1‑3. Jonas sabe que Deus terá misericórdia e compaixão, por isso se recusa a anunciar a mensagem. Jonas não consegue escapar de Deus, pois a revelação da misericórdia que Deus está para anunciar ao povo de Nínive, por meio do profeta, é irrenunciável. Deus insiste com Jonas e não abre mão de sua colaboração, como profeta.
Esta narrativa ilustra a concepção universal da teologia sapiencial. Ela esclarece que a misericórdia de Deus é dirigida a todos os povos. É um livro que critica qualquer intolerância e arrogância de alguns grupos em Israel, e que pode continuar até hoje na nossa realidade, em nossa comunidade, em nossos comportamentos. Mas, como entender o conteúdo do Livro?
O Livro de Jonas tem profundas raízes bíblicas, tanto nos profetas quanto na literatura sapiencial. Não devemos nos fixar nos elementos fabulosos da narrativa. O mar e as atividades humanas ligadas a ele, como a pesca e as viagens, desde a antiguidade até hoje, são frequentemente associados a certas superstições.
A época da composição do Livro é o século IV a.E.C. Nessa época, Nínive já não mais existia, pois fora destruída em 612 a.E.C. O Livro faz referência a ela como uma realidade distante, no passado (Jn 3,3). Trata‑se, pois, de uma ficção literária. É um escrito pós‑exílico e representa uma corrente mais aberta, tolerante e universalista do judaísmo que se formou nesse período. Pode ser uma reação à política nacionalista de Esdras e Neemias, que tratavam os estrangeiros como pessoas tão indignas de confiança, que os israelitas casados com mulheres estrangeiras, deviam divorciar‑se e os estrangeiros deviam ser expulsos do Templo (cf. Esd 9 e Ne 13).
O Livro pode ser dividido em duas partes: o primeiro chamado de Deus a Jonas (1,1–2,11) e o segundo chamado de Deus a Jonas (3,1–4,11).
Cada uma dessas partes tem três subdivisões paralelas:
| Primeira parte |
|
Segunda parte |
| 1,1-3 |
Deus envia Jonas em missão aos pagãos |
3,1-4 |
| 1,4-16 |
Deus e os pagãos |
3,5-10 |
| 2,1-11 |
Deus e Jonas |
4,1-11 |
Nosso estudo, neste fascículo, abordará os seguintes temas:
1) O chamado e a fuga de Jonas: O profeta resistente;
2) Três dias de retiro com Jonas: Na fuga, Jonas encontra a salvação;
3) Levanta‑te e vai à grande cidade: “Vai e anuncia a mensagem que eu te disser”;
4) Deus rico em misericórdia: A salvação é para todos.
Uma celebração final nos convida a entrarmos também em clima de missão nas grandes cidades, aliás, em nosso imenso continente americano e no Caribe, como nos pediram os bispos reunidos na assembleia do CELAM, em Aparecida, em maio de 2007: a grande “missão continental”. Jonas nos ajuda, então, a retomar e rever a nossa missão, seus objetivos, seus métodos, seus conteúdos e os próprios conceitos que temos de Deus.
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